Neste domingo, 4 de outubro, o povo brasileiro irá às urnas para escolher quem estará à frente da Presidência da República, dos governos estaduais, do Senado, da Câmara dos Deputados e das assembleias legislativas.
Para a classe trabalhadora, votar não é apenas escolher nomes. É decidir quais projetos terão força para definir salários, aposentadorias, direitos, políticas sociais e o futuro dos serviços públicos.
Por isso, é fundamental olhar para a história recente do Brasil.
Durante seis anos, nos governos Temer e Bolsonaro, servidoras e servidores civis do Executivo federal ficaram sem reajuste linear geral. Enquanto os salários perdiam valor diante da inflação, o então ministro da Economia, Paulo Guedes, referiu-se ao congelamento salarial com uma frase que jamais pode ser esquecida:
“Nós já botamos a granada no bolso do inimigo: dois anos sem aumento de salário.”
Naquela declaração, trabalhadoras e trabalhadores do serviço público foram tratados como “inimigos”. Não foi apenas uma frase infeliz. Ela expressava um projeto político de desvalorização do funcionalismo, enfraquecimento do Estado e retirada de direitos.
Também foi nesse período que avançou a proposta de reforma administrativa que ameaçava restringir a estabilidade, precarizar vínculos e ampliar as possibilidades de interferência política no serviço público. A estabilidade não é privilégio: é uma proteção para que servidoras e servidores possam cumprir suas funções sem perseguições, pressões ou ameaças de demissão.
A pandemia de Covid-19 também mostrou as consequências do negacionismo, dos ataques à ciência e do desprezo pela vacinação. Enquanto milhares de famílias sofriam, foram os serviços públicos, o SUS e seus trabalhadores que permaneceram na linha de frente para proteger a vida.
Somente em 2023, depois da saída de Jair Bolsonaro da presidência e após seis anos de congelamento, o funcionalismo federal conquistou, com muita luta, reajustes nos salários e nos benefícios. Entre 2023 e 2026, os servidores e servidoras conquistaram de 23% a 27% de reajuste salarial, variando conforme a carreira específica e reestruturação de tabelas salariais. No mesmo período, o auxílio-alimentação passou de R$ 458 para R$ 1.192,00, acumulando 160% de alta desde 2023.
O reajuste acumulado do auxílio-creche (auxílio pré-escolar) dos servidores federais ultrapassa 60%. E o reajuste acumulado da assistência à saúde suplementar (auxílio-saúde) dos servidores federais entre 2023 e 2026, em média, é de aproximadamente 45%. Todas essas conquistas são vitórias da luta da categoria, do Sindprev e da Fenasps!
Por isso, às vésperas da eleição, é preciso ter memória. Quem trabalha não pode ignorar o que cada projeto político fez — ou pretende fazer — com os salários, a Previdência, os direitos trabalhistas e os serviços públicos.
O Sindprev-ES reafirma sua posição histórica: está ao lado da democracia, dos direitos sociais, da valorização do funcionalismo e de serviços públicos fortes e acessíveis para toda a população.
Trabalhadores e trabalhadoras votam com consciência de classe, memória e compromisso com os seus direitos!














